| ‘Niterói não é a mesma’, diz balconista que perdeu a mãe |
| Um dia após manifestação em Icaraí, moradores fazem novo protesto na orla da Zona Sul |
Os seguidos crimes em Niterói já haviam assustado a balconista, moradora da Garganta, mas ela nunca imaginou que a violência iria bater à porta de sua casa. A mãe dela, sentada no portão de casa enquanto conversava com vizinho, foi atingida por tiro de fuzil na cabeça, durante operação da PM. “Foi desesperador. Quando minha irmã, que está grávida de dois meses, saiu de casa, viu a mamãe no chão, morta”, contou Janaína. Ainda segundo ela, vizinhos no Sítio de Ferro afirmam que não houve troca de tiros e que os PMs chegaram atirando. Moradores da comunidade tentaram bloquear a Estrada Francisco da Cruz Nunes com um caminhão e um ônibus. IPM É ABERTO A PM informou que as armas dos policiais foram apreendidas para análise e uma viatura está no local para garantir a segurança dos moradores. O coronel Wolney Dias, comandante do 12ºBPM (Niterói), determinou também abertura de Inquérito Policial-Militar para apurar a morte. O caso está na 77ª DP (Icaraí). Policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) fizeram operações em favelas de Niterói, ontem de madrugada. Segundo a unidade, não foram registradas apreensões ou prisões até às 7h. Segundo o 12º BPM, a madrugada foi calma em toda a cidade. Maria ficou soterrada em desabamento Há dois anos, durante as fortes chuvas daquele início de abril, Maria Aparecida venceu a morte após ficar soterrada no desabamento de sua antiga casa, na comunidade da Garganta. Ela perdeu tudo: documentos, móveis e roupas. Com os R$ 400 que recebia do Aluguel Social, ela vivia na comunidade Sítio de Ferro, em Pendotiba. “Minha mãe estava adorando morar lá no Sítio de Ferro. Sempre comentou que o lugar era muito tranquilo e não queria sair mais da comunidade. Eu nunca soube que lá tinha tráfico, gente armada. Nunca teve tiroteio. Era uma paz só”, conta Janaína de Oliveira. Segundo a filha, Maria Aparecida deixaria a comunidade na próxima semana, porque a proprietária que alugava a casa pediu o imóvel. “Ela ia sair, já estava procurando outra moradia. Ia voltar para a Garganta e só não foi semana passada porque não achou uma nova casa”, lamenta. O enterro está marcado para hoje, ao meio-dia, no Cemitério do Maruí, Barreto. Faixas para criticar governo Cerca de 100 pessoas fizeram protesto ontem, na Praia de São Francisco, em Niterói. Com cartazes e bandeiras, manifestantes pediam um batalhão de polícia exclusivo para a cidade, já que o atual também é responsável pelo patrulhamento de Maricá. O filho do médico Carlos Vieira de Carvalho Sobrinho, 65 anos, morto a tiros em assalto na garagem de seu prédio em Icaraí, participou do protesto. “Juntando o efetivo de Niterói, Maricá e São Gonçalo, há menos do que na Rocinha” criticou Carlos Eduardo Carvalho, 26 anos. Assaltada dentro de casa há um mês, Luciana Costa também reclamou: “É absurdo ter que pagar segurança particular porque o Estado não consegue oferecer”. Material didático para todos concursos e estudos em geral sob encomenda com até 30% de desconto. www.superapostilas.net |

0 comentários:
Postar um comentário
Apostila para todos Concurso Públicos e Artigos e textos para Sites e Blogs 2016 - contato: superapostilados@gmail.com